A História da lipoaspiração
O desejo para modificar os depósitos de gordura do corpo humano com cirurgia vai desde o século XVII. Manuscritos que datam desta época discutem idéias cirúrgicas para transferir gordura do abdômen para os seios de uma mulher.
Em 1890 o Dr. Howard Kelly abriu caminho na busca do contorno corporal com cirurgias denominadas "bloco lipectomy" que removiam blocos de gordura e pele. O resultado era um corpo mais esbelto - mas em contrapartida causavam extensas cicatrizes. Muitos cirurgiões seguiram a técnica de Dr. Kelly e com o passar do tempo, os cirurgiões aprenderam a esconder as cicatrizes nas pregas naturais do corpo.
Um dos primeiros relatos de remoção de gordura através de pequenas incisões foi descrito em 1927, pelo cirurgião Francês Dujarrier, retirando gordura da perna de uma dançarina, mas tragicamente houve lesão de vasos com amputação da perna.
Uma Segunda tentativa de remover a gordura com pequenas incisões, foi realizada em 1968 pelo médico americano Wilkinson e em 1972 pelo francês Schrudde, que descreveram o uso de cânulas aspirativas porém, estes métodos foram abandonados pelos extensos efeitos adversos que ocorriam.
Um dos pioneiros da lipoaspiração moderna foi o médico Italiano Giorgio Fisher, que desenvolveu um cureta com lâminas, que iam cortando a gordura e através de um sistema de tubo com bomba de sucção, removiam a gordura cortada. Este método apresentava muitas complicações relacionadas com o sangramento e hematomas.
O grande avanço na lipoaspiração ocorreu em Paris com o Dr. Yves-Gerard Iliouz, que tornou o procedimento seguro, substituindo as cânulas cortantes por cânulas rombas e menos traumáticas. Ele utilizou um sistema de aspiração que anteriormente só havia sido utilizado por obstetras. Posteriormente, o Dr. Iliouz criou o conceito de remover a gordura por camadas, injetando soluções salinas com hialuronidase - um conceito que se denominou de técnica molhada.
Outro grande pioneiro da lipoaspiração foi o Dr. Pierre Fournier, introduzindo o conceito de "criss-cross", cruzando os túneis aspirados para evitar as deformidades e ondulações na pele.
Em 1980, o farmacêutico e dermatologista, Jeffrey Klein da Califórnia, procurando oferecer mais segurança aos procedimentos de lipoaspiração que apresentavam graves complicações anestésicas devido à anestesia geral e peridural. Introduziu o conceito da anestesia local com solução de lidocaína, epinefrina, bicarbonato de sódio e soro fisiológico. Esta solução passou a ser chamada de solução de Klein. A técnica do Dr. Klein é chamada de lipoaspiração tumescente, envolvendo uma maior quantia de solução infiltrada. A técnica de Dr. Klein é considerada por muitos médicos, a forma mais segura de remoção da gordura. O Dr. Eduardo Sitnoveter e sua equipe realizam uma versão adaptada da técnica tumescente do Dr. Klein.
Em 1987, o cirurgião de plástico italiano, Dr. Michele Zocchi desenvolveu a lipoaspiração ultra-sônica. Neste método é usada a energia ultra-sônica para ajudar a dissolver a gordura antes da sua remoção pela sucção. Devido às complicações da pele e tecidos que queimava, a lipoaspiração ultra-sônica original caiu em desuso. Hoje, a lipoaspiração ultra-sônica existe em uma nova forma chamada de lipoaspiração com Vaser. Apesar das queimaduras da pele e tecidos terem melhorado com o novo aparelho, as complicações são significativamente maiores que na lipoescultura com técnica tumescente. Além deste fato, o tamanho e diâmetro dos instrumentos de Vaser são maiores e necessitam que o cirurgião tenha que usar incisões maiores com mais traumatismo, devendo o paciente geralmente estar sob anestesia geral ou peridural.
Em 2002, foi introduzido o "Power Assisted Liposuction (PAL) units", conhecido como Vibrolipoaspirador. Hoje mais da metade dos cirurgiões americanos utilizam este sistema ou outro semelhante. Os cirurgiões que não utilizam o PAL, realizam a lipoaspiração com assistência de máquinas de vácuo ou seringas. O "Power Assisted Liposuction" consiste na adição de uma cânula motorizada que realiza vibrações na ponta. Foi demonstrado que a vibração da cânula causa menos dano aos tecidos conjuntivos e aos vasos sanguíneos que cercam a gordura, o que significa um procedimento mais confortável, menos traumático e com recuperação mais rápida para o paciente. O PAL não interfere na segurança do procedimento, simplesmente a base da cânula é diferente. As cânulas do PAL vêm em todos tamanhos e formas. O Dr. Sitnoveter só utiliza o equipamento PAL original dos EUA e com as menores cânulas.
Nos últimos anos, cirurgiões começaram a experimentar o uso do laser na lipoaspiração. Existem vários modelos de laser sendo testados. Apesar da idéia promissora do laser, na prática surgiram alguns problemas. Se a energia do laser for muito pequena, apenas uma porção minúscula de gordura vai ser afetada e não haverá alterações visíveis. Se a energia do laser for muito forte, haverá sérios riscos de queimaduras e ondulações. Já o laser de média energia, leva ao paciente a necessidade de 10 ou mais sessões para se obter resultado.
O Dr. Sitnoveter oferece um laser para contração da pele chamado Laser SmartLipo que foi desenvolvido principalmente para ajudar na contração da pele pósmlipoaspiração.
O laser SmartLipo consiste numa minúscula fibra óptica que emite calor, funcionando de forma semelhante aos outros lasers de retração da pele como Titan ou Thermacool. No SmartLipo, o calor é emitido por debaixo da pele, alterando as cadeias de colágeno. Quando o novo colágeno se forma, a pele tende a ficar mais espessa e retrair.
A lipoescultura moderna é realmente um procedimento surpreendente. A possibilidade de se remover litros de gordura do corpo humano em algumas horas enquanto o paciente fica acordado, parece realmente futurista - mesmo para nós que fazemos todos os dias. Mesmo existindo limitações para cada tipo de tratamento cirúrgico, a lipoescultura moderna tem se mostrado segura e eficaz.
Assim como inovadores (cirurgiões, dermatologistas, ginecologistas,etc) que trouxeram novos métodos e instrumentos, o Dr. Sitnovete, se aperfeiçoou na lipoescultura associando uma solução modificada de Klein, PAL com cânulas finas, mínimas incisões (punctura - 2mm) e Laser SmartLipo, dando o que há, no nosso entender, de melhor e mais moderno na busca do resultado desejado.
Assim como os músicos que podem ter instrumentos preferidos, cirurgiões têm preferências de técnicas e instrumentais. Nem toda técnica vai se adaptar a todo paciente ou médico. No final do dia, o instrumento mais importante que um cirurgião tem não é sua cânula - e sim sua experiência e tomadas de decisões. Quanto mais prática o cirurgião tiver com uma técnica ou instrumento específico, melhores serão seus resultados.
Já realizamos mais de mil procedimentos de Lipoescultura de Beverly Hills, nunca havendo um único caso de complicação séria ou infecção.
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Beverly Hills Liposculpter
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
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